Connect with us

Notícias

Festa da Luz 2018: Se for assim, dispensem o trabalho da imprensa

Postado

em

Nem de longe a edição de 2018 da Festa da Luz foi a maior de todos os tempos. É a opinião de um profissional que cobre o evento há 14 anos. Eu já testemunhei e cobri festa maior e mais organizada, inclusive na gestão do prefeito Zenóbio Toscano (PSDB).

A festa cresceu, admito: em estrutura. Mas não foi a maior. Faltou mais planejamento, observo. Parece que a organização se acomodou este ano. E desapareceu deixando a imprensa a mercê de informações, pelo menos durante três noites de festa.

Na terceira noite, uma “surpresa”: o camarote da imprensa foi retirado de local estratégico – próximo do ‘palco do brega’, de onde também se tinha visão do palco principal e camarotes -, e instalado ao lado direito do palco principal, de onde só é possível ver o povão.

Quem teve essa infeliz ideia não pensou na divulgação que as rádios locais fazem do evento e nem na prestação de serviço que têm feito. Também não considerou o imediatismo da cobertura ‘ao vivo’ e a necessidade de visualizar as atividades da festa para reportá-las.

É verdade: as vezes a crítica feita no ar gera consequências. Com isso, não quero dizer que essa atitude impensada da organização da Festa da Luz 2018 foi devido às críticas e avaliações que fizemos durante a primeira noite de transmissão. Mas…, quem sabe?

Adianto, contudo, que todas as críticas foram pontuais, e feitas com base em fatos reais constatados pela equipe de cobertura – pelo menos, foi assim com a equipe da Rádio Guarabira FM, quem tem feito uma cobertura livre – com informações, entrevistas e opinião.

A justificativa de mudar o camarote destinado aos veículos de comunicação social para garantir mais espaço ao público, não convence. Por que não fizeram isso nos anos anteriores, quando tivemos festas maiores? Portanto, insisto: foi uma infeliz ideia.

…já em relação a cobertura dos principais sites da cidade, a organização acertou em posicioná-los numa estrutura elevada no centro do parque, o que favoreceu na captação de imagens – com registros em vários ângulos, conforme o plano de cobertura dos portais.

Para o próximo ano, cabe a organização rever essas mudanças feitas no improviso, deixar o comodismo de lado e desenvolver um layout que contemple todos os segmentos possíveis. Se for necessário, acabem com o polêmico frontstage – devolvendo o espaço ao público.

Agora, se a imprensa de Guarabira não tiver direito a um lugar que venha colaborar com a cobertura dos veículos, sobretudo pelas rádios – afinal, a maioria dos profissionais vai à festa para trabalhar, como eu – dispensem o credenciamento: dispensem o trabalho da imprensa.

Caderno de Matérias do Ikeda – Joseilton Gomes.