Congresso Nacional aguardará até o fim do mês para discutir adiamento das eleições

Os efeitos provocados pela pandemia da Covid-19, o novo coronavírus é gigantesco e causará mudanças no calendário eleitoral. A proposta para adiar as eleições de outubro só poderá ser discutida no final deste mês. Essa decisão foi tomada após líderes de partidos no Senado Federal se reunirem com o presidente Devi Alcolumbre. O objetivo é aguardar até o dia 30 de junho, uma forma de o Congresso Nacional acompanhar a movimentação do vírus no país.

Por outro lado, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), posicionou-se contrário à possibilidade de prorrogação dos atuais mandatos como uma saída de adiar o pleito de outubro. Maia defende que as eleições ocorram este ano, segundo ele, nos meses de novembro (1º turno) e dezembro (2º turno).

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) também se manifestou a respeito do adiamento do pleito e posicionou-se a favor da prorrogação dos atuais mandatos. A entidade enviou uma carta ao Congresso Nacional expondo os riscos que poderá causar o vírus com a realização do pleito este ano. O pedido da CNM foi baseado no Movimento Municipalista Brasileiro que defende eleições gerais em 2022.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Barroso, confirmou recentemente aos presidentes dos TREs (Tribunal Regional Eleitoral) durante videoconferência, possivelmente, o pleito será adiado para os meses de novembro e dezembro. Barroso informou que está ocorrendo estudos para criar alternativas seguras ao ponto de vista sanitário. O ministro revelou que a votação deverá iniciar às 07h00 e encerra-se às 20h00.

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