Por onde andava Célio Alves com as mudanças no Hospital Regional de Guarabira

Célio Alves e Gilson Cândido em registro fotográfico (Foto: Arquivo/Blog do Galdino).

Por onde andava Célio Alves?

É esse o questionamento que a população de Guarabira fez após o governador João Azevêdo (Cidadania) decidir retirar seu aliado, Gilson Cândido, da Direção Geral do Hospital Regional de Guarabira. Num silêncio eterno do comandante, Gilson retornou a Direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), proposta até então recursada por ele (Gilson). Gilson já coordenou a unidade no período de 2015 a 2018, época de Ricardo Coutinho (PSB) no comando estadual.

É fácil identificar os motivos que originou o silêncio profundo do Secretário Executivo do Orçamento Democrático Estadual, Célio Alves, com as alterações adotadas pelo Governo Estadual no seu principal ponto de indicações empregatícias de Guarabira.

O primeiro ponto é a falta de confiabilidade do mariense (Célio) com a cúpula estadual de João Azevêdo, tendo em vista que Célio expressou em vários momentos de 2019 sua admiração pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). E o fator principal de seu sumiço foi à falta de um mandato parlamentar, ou seja, a falta de votos suficientes que o colocasse numa cadeira da Assembleia Legislativa da Paraíba, para que em ocasiões deste tipo (saída de Gilson do Regional) tivesse peso (votos) político para exigir a permanência de seu aliado.

Um grande exemplo para essa identificação foi à decisão tomada por Edson Gomes, após observar a manobra que o excluía da Direção Administrativa do Hospital Regional. Ele (Edson) é conhecido como Edinho da Farmácia, além do mais é ex-prefeito de Duas Estradas. Vale ressaltar que Edinho é apadrinhado político do deputado estadual Tião Gomes (Avante), pivô para uma reviravolta que originasse em sua permanência no cargo. Observem a importância de um político com mandato, e claro, com votos.

Diante da fragilidade (sem mandato) de Célio, a única alternativa foi acatar sem estrebuchar a decisão vinda do Palácio da Redenção. Há relatos que Gilson Cândido não pretende ocupar a função da Direção da UPA, contudo, resta a confirmação. Cito ainda, que o novo diretor Geral do Hospital Regional de Guarabira, Liheldson Barbosa, tem um perfil de interventor, embora negue essa informação. Ele (Liheldson) assumiu a função e explicou que sua indicação partiu do Secretário Estadual da Saúde, Geraldo Medeiros. O interessante é, nem um político (agrupamento Estadual) de Guarabira sabia das alterações que viriam a ocorrer na cidade.

Aguardaremos o próximo capítulo deste mistério.

Blog do Galdino/Raelson Galdino